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Tarde Moçambicana - troca de experiências com a ideia de unidade e integração

Publicado: Domingo, 03 de Dezembro de 2017, 14h00 | Última atualização em Terça, 05 de Dezembro de 2017, 16h31 | Acessos: 45

Com alegria característica e trajes típicos da cultura capulana, professores de Moçambique convidados pelo Câmpus Campinas do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) compartilharam, nesta sexta-feira (24/11), um pouco de sua identidade no evento denominado “Tarde Moçambicana”.

A atividade faz parte do programa “Diálogos em Internacionalização”, criado pela Coordenadoria de Extensão, e está em sua segunda edição. O objetivo desta vez foi promover a troca de informações sobre as políticas de educação e sobre a cultura de Moçambique, país africano que conquistou a independência em 1975 e que vem lutando pela preservação de suas tradições.

O evento contou com a participação de sete professores da Universidade Pedagógica de Moçambique: Ornila Sande, Atalia Saide, Telma Luis Nhantumbo, Faira Ibrahimo, Féliz Alexandre Nhambe e José Salinas Reginaldo. Eles participam de intercâmbio acadêmico na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), em doutoramento.

Na primeira parte da apresentação, Féliz Nhambe compartilhou um panorama das políticas educacionais no contexto moçambicano, destacando as três fases principais: educação tradicional (não sistêmica, ritos de iniciação); educação colonial (ensino segregário e religioso) e educação pós-independência (voltada para a formação de um homem novo, para o resgate da história e para a unidade nacional e política).

Eles apresentaram os desafios enfrentados em diferentes aspectos, desde a convivência com dialetos e línguas de origem banto, até aspectos educacionais que envolvem a gestão, a educação inclusiva, a mobilidade acadêmica, legislação, socialização e inovações curriculares.

Contudo, a mensagem deixada por eles é de forte otimismo, de que as novas gerações enfrentarão cada vez menos desafios, sobretudo por serem uma nação muito nova, que conquistou a independência há apenas 42 anos. O grupo de professores/pesquisadores acredita que as soluções para os desafios serão encontradas, em grande parte pela troca de experiências com outros países, podendo ser contextualizadas e incorporadas ao longo do tempo.

A língua oficial e de unidade nacional é a Língua Portuguesa, falada principalmente como segunda língua por cerca de metade da população.

Mas o que difere e traz identidade ao país é a sua cultura. Na segunda parte da apresentação, as mulheres do grupo demonstraram a riqueza da cultura capulana e a importância do mussiro - creme tradicional que enfeita a pele, feito à partir do caule de uma planta conhecida pelo mesmo nome. Também compartilharam outros costumes populares, os artesanatos, as festas tradicionais.

E, como de costume, a reunião terminou com muita dança, revelando aos participantes que somos um só povo, que se fortalece com todas as formas de interação.

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